Agora, com a moda do 'drive safely' lá na empresa tenho tentado andar de carro mais devagar
assim, para experimentar a 'sensação'...
nada mau!
consigo ver melhor o que se passa em redor e até paro em mais semáforos!
páro no semáforo e fico a fazer perguntas sobre as pessoas que passam
uma jovem toda produzida com um andar decidido
...emprego novo?
um miúdo 'dread' de mochila nas costas
...chegas a tempo das aulas?
um senhor com limitações motoras
...será que consegue lá chegar com o sinal ainda verde?
alguém a cocotar ao telefone
...ranhocas também?
um anão com um nariz vermelho
...não te vi nos Irmãos Catita?
alguém de mochila nas costas
...chegas a tempo do avião para Moçambique?
o pato donald
...que rica pancada hein?
o gajo do "destak"
...bom dia?
o Sr do quiosque
...não será carregado demais?
um navio
...porque me estão a apitar?
xii o semáforo já está outra vez amarelo!!
Acho que vou andar no prego de novo, isto de andar a marcar passo e a vê-los passar nao é o mais inspirador
vruuummm!!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Segurança Social, the ultimate challenge!
Obrigado!
Obrigado por ter conseguido ler aquele livro que andava há uns meses para terminar!
Obrigado por ter revisto os slides do trabalho que faltavam!
Obrigado por ter conseguido ler o jornal do dia!
Obrigado por ter tido tempo de escrever estas linhas!
E não fico fodido com os funcionários. Afinal são Funcionários Públicos e são Pessoas como toda a gente.
Não me fodeu o facto de os ter encontrado as 11 da manhã no café da esquina em amena cavaqueira e a fumar cigarrinhos. Nem o facto de o senhor do café os tratar por tu e lhes dar borlas no café, pois eu faria exactamente o mesmo, no lugar deles.
É esta merda de funcionamento. Melhor, não-funamento! Porque não os optimizam?
Será que o País ganha assim tanto com os dias de trabalho perdidos?
Sim, porque se consegui uma senha antes das dez da manha (#59 - atendimento geral e #21 - entrega de documentos) foi porque passei uma rasteira nas muletas de um coxo, empurrei uma grávida e pisei os joanetes de uma senhora idosa.
Ainda não percebi muito bem como isto vai funcionar: diz ali que o serviço fecha ás 16...
São agora 11 da manhã e a ultima senha chamada é a #13!
Pelas minhas contas sou atendido pelas 17:45 mais ou menos. Ainda bem que encontrei aqui uma sombrinha e não precisei de lutar por um lugar lá dentro. Deve estar ao rubro!
Já é meio dia (vai senha #20), vou almoçar que os senhores do serviço também o devem fazer entretanto. Logo à tarde venho tentar a minha sorte.
Uma e meia! Já vai na #25 e a minha era a #21. Fiz o choradinho e a segurança e lá me deixou passar para chagar a secretária.
"ai não sei, não sou de cá... Espere um bocadinho..." - la falou comigo e...
Extraordinário!
O comprovativo de nib tem de ser um documento assinado e passado pelo banco!
E usar o mesmo nib para duas pessoas aparentemente é muito confuso para este serviço.
Extraordinário!
Ao que parece ainda tenho de pedir o abono familiar, e ninguém me sabe dizer que documentos vão ser precisos... Nada resolvido, amanhã ou depois ca estaremos de novo!
Tanto tempo aqui a meditar e começo a imaginar-me um dos funcionários lá dentro...
''A partis das 9:45 o utente com a senha #3 já vem de trombas... pffff...
e ainda faltam umas 70 ou 80 senhas... pffff...
Bom, com um bocado de sorte metade desistem e consigo sair do trabalho às 1630... pfff...
Foda-se, sou um Funcionário Publico!''
Escrevi isto durante a espera para entregar o pedido de Licença Parental.
Uma vez que o prazo são 6 meses, dois dias e meio foi muito bom!!!!
Obrigado por ter conseguido ler aquele livro que andava há uns meses para terminar!
Obrigado por ter revisto os slides do trabalho que faltavam!
Obrigado por ter conseguido ler o jornal do dia!
Obrigado por ter tido tempo de escrever estas linhas!
E não fico fodido com os funcionários. Afinal são Funcionários Públicos e são Pessoas como toda a gente.
Não me fodeu o facto de os ter encontrado as 11 da manhã no café da esquina em amena cavaqueira e a fumar cigarrinhos. Nem o facto de o senhor do café os tratar por tu e lhes dar borlas no café, pois eu faria exactamente o mesmo, no lugar deles.
É esta merda de funcionamento. Melhor, não-funamento! Porque não os optimizam?
Será que o País ganha assim tanto com os dias de trabalho perdidos?
Sim, porque se consegui uma senha antes das dez da manha (#59 - atendimento geral e #21 - entrega de documentos) foi porque passei uma rasteira nas muletas de um coxo, empurrei uma grávida e pisei os joanetes de uma senhora idosa.
Ainda não percebi muito bem como isto vai funcionar: diz ali que o serviço fecha ás 16...
São agora 11 da manhã e a ultima senha chamada é a #13!
Pelas minhas contas sou atendido pelas 17:45 mais ou menos. Ainda bem que encontrei aqui uma sombrinha e não precisei de lutar por um lugar lá dentro. Deve estar ao rubro!
Já é meio dia (vai senha #20), vou almoçar que os senhores do serviço também o devem fazer entretanto. Logo à tarde venho tentar a minha sorte.
Uma e meia! Já vai na #25 e a minha era a #21. Fiz o choradinho e a segurança e lá me deixou passar para chagar a secretária.
"ai não sei, não sou de cá... Espere um bocadinho..." - la falou comigo e...
Extraordinário!
O comprovativo de nib tem de ser um documento assinado e passado pelo banco!
E usar o mesmo nib para duas pessoas aparentemente é muito confuso para este serviço.
Extraordinário!
Ao que parece ainda tenho de pedir o abono familiar, e ninguém me sabe dizer que documentos vão ser precisos... Nada resolvido, amanhã ou depois ca estaremos de novo!
Tanto tempo aqui a meditar e começo a imaginar-me um dos funcionários lá dentro...
''A partis das 9:45 o utente com a senha #3 já vem de trombas... pffff...
e ainda faltam umas 70 ou 80 senhas... pffff...
Bom, com um bocado de sorte metade desistem e consigo sair do trabalho às 1630... pfff...
Foda-se, sou um Funcionário Publico!''
Escrevi isto durante a espera para entregar o pedido de Licença Parental.
Uma vez que o prazo são 6 meses, dois dias e meio foi muito bom!!!!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
a excelência da mediocridade
imagine-se no país das maravilhas
a rainha de copas, baixinha, decide mudar as tropas
agarra no seu excelente sargento mais bera, um duque de copas formidável e patológico, e promove-o a capitão
isto por quatro meses
sendo um duque a borrada é certa, mas é uma maravilha
depois agarra num excelente valete, daqueles que se acha uma dama maravilhosa, e promove-o a rei
um rei com pancada, uma pancada forte, com pautações esquizofrénicas: maravilha!
ainda, agarra numa excelente dama rija como um corno e mete-a à frente das cartas de paus, que até estavam a portar-se bem
... vai ser uma maravilha!
o 7 e o excelente nobre 8 de copas estavam a funcionar bem, mas o 8 tinha de ir buscar o santinho do 5 de copas
o 7 já não estava muito seguro e agora acha que o reinado é uma maravilha.
só o rei de ouros teve uma boa saída, agora vai ser uma maravilha trabalhar com as espadas
há uns excelentes doutores valetes que vão ter de gerir uns excelentes dois 10 xicos-espertos e não têm vontade nenhuma
maravilha!
A única sortuda é a Alice Maravilha, que encontrou o frasquinho de la pocion e a porta de saída,
essa não é excelente mas deixa saudade e amizade
e lá vai ela, com o vento, obrigado pela aventura!
agora o castelo está mais alto e menos rígido
esperemos não soprar nenhuma brisa
maravilha... maravilha...!
ainda sobraram umas cartas, mas a pequena rainha nem se lembrou delas...
a rainha de copas, baixinha, decide mudar as tropas
agarra no seu excelente sargento mais bera, um duque de copas formidável e patológico, e promove-o a capitão
isto por quatro meses
sendo um duque a borrada é certa, mas é uma maravilha
depois agarra num excelente valete, daqueles que se acha uma dama maravilhosa, e promove-o a rei
um rei com pancada, uma pancada forte, com pautações esquizofrénicas: maravilha!
ainda, agarra numa excelente dama rija como um corno e mete-a à frente das cartas de paus, que até estavam a portar-se bem
... vai ser uma maravilha!
o 7 e o excelente nobre 8 de copas estavam a funcionar bem, mas o 8 tinha de ir buscar o santinho do 5 de copas
o 7 já não estava muito seguro e agora acha que o reinado é uma maravilha.
só o rei de ouros teve uma boa saída, agora vai ser uma maravilha trabalhar com as espadas
há uns excelentes doutores valetes que vão ter de gerir uns excelentes dois 10 xicos-espertos e não têm vontade nenhuma
maravilha!
A única sortuda é a Alice Maravilha, que encontrou o frasquinho de la pocion e a porta de saída,
essa não é excelente mas deixa saudade e amizade
e lá vai ela, com o vento, obrigado pela aventura!
agora o castelo está mais alto e menos rígido
esperemos não soprar nenhuma brisa
maravilha... maravilha...!
ainda sobraram umas cartas, mas a pequena rainha nem se lembrou delas...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Música do dia!
Grita contigo
Ter medo nunca foi solução
Amedrontado
Qualquer dia até lavas o chão
Se ficas parado
Aparece o padre a dar sermão
E eu não estou pra isso
Tremes por dentro
Fazes tudo o que ele quer
Não tens direitos
Só apenas deveres
Mas dás a graxa
É aquilo que te dá prazer
E eu não gosto disso
Tens medo do chefe........LAMBE BOTAS!
Dias cinzentos
São demais
Não vou falar
Eu não vou sentir
É sempre a história
Do agradar
Não vou falar
Mas não vou fingir
E quando o tempo passa
Mais te afundas na desgraça
Eu vou querer tudo pra... mim
Pra mim
Eu sou assim
Não engulo nada que tenha a dizer
Diferente de ti
Sinto a diferença na mente
É puro prazer
Remoer pra quê?
Tens que te fazer ouvir
E não digas que sim
Revolta outra vez..
Porque eu sou assim
de Tara Perdida
Ter medo nunca foi solução
Amedrontado
Qualquer dia até lavas o chão
Se ficas parado
Aparece o padre a dar sermão
E eu não estou pra isso
Tremes por dentro
Fazes tudo o que ele quer
Não tens direitos
Só apenas deveres
Mas dás a graxa
É aquilo que te dá prazer
E eu não gosto disso
Tens medo do chefe........LAMBE BOTAS!
Dias cinzentos
São demais
Não vou falar
Eu não vou sentir
É sempre a história
Do agradar
Não vou falar
Mas não vou fingir
E quando o tempo passa
Mais te afundas na desgraça
Eu vou querer tudo pra... mim
Pra mim
Eu sou assim
Não engulo nada que tenha a dizer
Diferente de ti
Sinto a diferença na mente
É puro prazer
Remoer pra quê?
Tens que te fazer ouvir
E não digas que sim
Revolta outra vez..
Porque eu sou assim
de Tara Perdida
sexta-feira, 23 de julho de 2010
pôe o pé em cima e vê se aguenta o peso
bicho baixinho e rastejante
castanho amarelado e punjente de nojo
normalmente vive no esgoto e come as m***** que para lá mandamos
sendo um bicho africano gosta de calor e humidade
por isso é muito raro assombrar a nossa casa
se chover muito o bicho sobe
e aparece na nossa cozinha ou casa de banho
outras vezes fazem obras ali perto
ou os senhores da camara pôem veneno
é a fuga é cano acima
felizmente não se instala na nossa casa
aparece é de noite e surpreende com o seu tamanho e rapidez
fazem-me nojo e nunca sei como os apanhar
ehhww!
um destes dias, de frasco de café em riste tentei apanhar um
cozinha fora, aos pulos e a voar a coisa estava difícil
saltou para o chão e a corrida continuou
de repente, no meio dos arrepios de nojo
sou atingido por um raio de lucidez e uso o pé esquerdo
(que estava mesmo à mão)
POFF...
líquidos vários espalhados pelo chão
patas e antenas a tremer, era uma vez uma barata
nunca pensei que me custasse tanto liquidar um insecto
quanto mais limpar a porcaria
ainda há uns toscos que fazem umas cantigas:
"... uma chicotada na barata dela..."
credo! que asco!
castanho amarelado e punjente de nojo
normalmente vive no esgoto e come as m***** que para lá mandamos
sendo um bicho africano gosta de calor e humidade
por isso é muito raro assombrar a nossa casa
se chover muito o bicho sobe
e aparece na nossa cozinha ou casa de banho
outras vezes fazem obras ali perto
ou os senhores da camara pôem veneno
é a fuga é cano acima
felizmente não se instala na nossa casa
aparece é de noite e surpreende com o seu tamanho e rapidez
fazem-me nojo e nunca sei como os apanhar
ehhww!
um destes dias, de frasco de café em riste tentei apanhar um
cozinha fora, aos pulos e a voar a coisa estava difícil
saltou para o chão e a corrida continuou
de repente, no meio dos arrepios de nojo
sou atingido por um raio de lucidez e uso o pé esquerdo
(que estava mesmo à mão)
POFF...
líquidos vários espalhados pelo chão
patas e antenas a tremer, era uma vez uma barata
nunca pensei que me custasse tanto liquidar um insecto
quanto mais limpar a porcaria
ainda há uns toscos que fazem umas cantigas:
"... uma chicotada na barata dela..."
credo! que asco!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
à escala do planeta
quando se trabalha numa multinacional, contactamos com diferentes pessoas, com hábitos e culturas diferentes
em Gotebörg, na hora de almoço começamos a sair todos para a cantina lá do sítio e reparo que há uma colega que fica sentada
esta colega tinha vindo da Indonésia para a reunião e tinha um nome curioso: Amália Amália
sim, apelido e primeiro nome iguais e ambos muito queridos ao nosso país
fiquei curioso
dirigi-me a ela e perguntei se não queria vir almoçar com o resto dos colegas; ao que ela responde com um sorriso "I am muslim, I can't eat before the sunset"
(de facto era óbvio, pois ela era a única mulher na sala com um véu na cabeça)
quis ser simpático: "não queres vir e ficas a conversar connosco?"
meti a pata na poça, pois ela respondeu "please, no..."
urso!
o choque (intercultural) é raro e as coisas tornam-se muito divertidas a maior parte das vezes
ontem mudei a foto do meu desktop
foi tirada em Stockholm, em Janeiro de 2005 e tem 13 caras sorridentes e bem dispostas numa discoteca Sueca
numa simples foto viaja-se mundo fora, desde os descontraídos de Portugal até aos caladinhos da China,
os gozões e o noivo que vieram do Brasil, a simpática da Malásia, o pachola do México, a silenciosa da Coreia, a dançarina do chá mate que vinha da Argentina e a acelerada de Singapura
quantos milhares de quilómetros estarão representados nesta foto?
é um conforto estranho, este que se sente quando fazemos amizades que duram dois ou três dias com pessoas que nunca tínhamos visto e que provavelmente não vamos voltar a ver
todos dão o seu melhor ainda que seja uma convivência efémera
...é uma pena que não sejamos todos sempre assim
em Gotebörg, na hora de almoço começamos a sair todos para a cantina lá do sítio e reparo que há uma colega que fica sentada
esta colega tinha vindo da Indonésia para a reunião e tinha um nome curioso: Amália Amália
sim, apelido e primeiro nome iguais e ambos muito queridos ao nosso país
fiquei curioso
dirigi-me a ela e perguntei se não queria vir almoçar com o resto dos colegas; ao que ela responde com um sorriso "I am muslim, I can't eat before the sunset"
(de facto era óbvio, pois ela era a única mulher na sala com um véu na cabeça)
quis ser simpático: "não queres vir e ficas a conversar connosco?"
meti a pata na poça, pois ela respondeu "please, no..."
urso!
o choque (intercultural) é raro e as coisas tornam-se muito divertidas a maior parte das vezes
ontem mudei a foto do meu desktop
foi tirada em Stockholm, em Janeiro de 2005 e tem 13 caras sorridentes e bem dispostas numa discoteca Sueca
numa simples foto viaja-se mundo fora, desde os descontraídos de Portugal até aos caladinhos da China,
os gozões e o noivo que vieram do Brasil, a simpática da Malásia, o pachola do México, a silenciosa da Coreia, a dançarina do chá mate que vinha da Argentina e a acelerada de Singapura
quantos milhares de quilómetros estarão representados nesta foto?
é um conforto estranho, este que se sente quando fazemos amizades que duram dois ou três dias com pessoas que nunca tínhamos visto e que provavelmente não vamos voltar a ver
todos dão o seu melhor ainda que seja uma convivência efémera
...é uma pena que não sejamos todos sempre assim
segunda-feira, 5 de julho de 2010
historieta com fel
A toupeira tinha o seu buraquito por baixo de uma macieira.
Todos os dias à mesma hora, paravam duas cotoviazinhas num ramo mesmo por cima da casa da toupeira e ficavam por ali uma hora, sempre a falar da mesma coisa. "Ai o meu Manelinho come sempre uma bolachinha depois da refeição."
"Sempre?"; "Sim"; "Então e se ele não quiser?"; "Ai, come na mesma, que o meu Manelinho come sempre seis bolachas por dia."
"E porque não lhe dás uns gressinos?"; "Ai não pode ser..."
e por aí fora!
Certo dia, a toupeira, que já andava a aguentar isto há uns meses e ainda por cima ficava com o quintal cheio de cocózitos, veio cá fora e gritou:
"P*RR*! Vão lá C*G*R para outro galho!
Já não posso com o C*R*LH* da conversa das bolachinhas!!!!"
Todos os dias à mesma hora, paravam duas cotoviazinhas num ramo mesmo por cima da casa da toupeira e ficavam por ali uma hora, sempre a falar da mesma coisa. "Ai o meu Manelinho come sempre uma bolachinha depois da refeição."
"Sempre?"; "Sim"; "Então e se ele não quiser?"; "Ai, come na mesma, que o meu Manelinho come sempre seis bolachas por dia."
"E porque não lhe dás uns gressinos?"; "Ai não pode ser..."
e por aí fora!
Certo dia, a toupeira, que já andava a aguentar isto há uns meses e ainda por cima ficava com o quintal cheio de cocózitos, veio cá fora e gritou:
"P*RR*! Vão lá C*G*R para outro galho!
Já não posso com o C*R*LH* da conversa das bolachinhas!!!!"
quarta-feira, 9 de junho de 2010
musical
o zé manel trabalha numa fábrica de rolhas, é um 'observador formiguinha' na unidade de qualidade. todos os dias confirma se as rolhas encaixam bem nos gargalos um a seguir ao outro enquanto bate o pé ao ritmo da música "saca o saca-rolhas, saca o garrafão..."
um dia, ia a caminho do seu bife com batatas fritas e leu, no placard à entrada do refeitório um anúncio: "concurso para o lugar de xico esperto, na secção de contactos externos'
durante o bife e principalmente durante as batatas fritas, pensou que isso seria uma boa oportunidade de alargar a sua experiência profissional e aprender outra dança
os 'xicos espertos' iam às lojas entregar as encomendas das garrafas (já tapadas com as rolhas!)
iria conhecer o destino das rolhas que lhe passavam na frente todos os dias.
e com os 'lojeiros' deveria ser outra cantiga, pensava ele
escreveu três pautas sobre o que o motivava nessa função e uns dias depois,
ao som do vira marcaram-lhe uma entrevista
foi uma dança estranha, com o director de fábrica e o chefe de linha, isto se é possível dançar as cantigas que costumam ir ao festival da eurovisão
a letra da música dizia: "mostre-me lá como é a sua paixão pelos clientes e o que espera desta função" e terminou com "não preciso de mais nada, pois já sei como você é e já aqui tinha quase tudo"
preconceitos à parte, o zé manel conseguiu meter os pés pelos cotovelos e as mãos pelas orelhas
o seu director de fábrica rematou um "O que eu preciso é um 'mangas superesperto'", que são aqueles que vendem as rolhas país fora ao sol e à chuva.
mas isso em vez de acordar o zé manel, atrapalhou-o ainda mais
ele tinha treinado muito bem a salsa latina e ali a música era mais "já fui ao brasil, praia e macau..."
uma semana depois, 18:30 de sexta feira ligam da divisão de pessoal a informar o zé manel que não ia passar à fase seguinte e que ainda ia ter um passito de dança com fios de beck
fim de semana estragado!
apesar dos bailaricos que já estavam marcados para esse fim de semana, passou muito tempo a pensar e a bater o pé ao ritmo da música "saca o saca-rolhas, saca o garrafão..."
aquela cantiga do "... já fui um conquistadoooor!" não lhe saía da cabeça...
na semana seguinte houve uma sessão de feedback da entrevista.
até certa altura as coisas faziam sentido...
de repente o director de fábrica desaperta a camisa até ao umbigo e salta para cima da mesa e dança estilo 'tony manero'
o zé manel conseguiu conter o vómito durante uns dolorosos dez minutos de circo
o dançarino sai-se a cantar: "eu acho que tem de perceber que nunca vai conseguir ser um 'xico esperto'"!!!
(pirueta!) "por mais que se esforce nunca vai conseguir mudar"!!!
(pino) "fiquei muito surpreendido quando mudou para a função de 'formiguinha' mas agora não acho que vá a lado algum"!!!
nesse momento, na cabeça do zé manel só pairava uma frase de um grande amigo seu: "home pequenino, ou aldrabão ou dançarino" enquanto os seus olhos ficavam esbugalhados e a boca escancarada.
era uma boa altura para sair o vómito... mas não saíu.
o zé manel, com as tripas a sair pelas orelhas e o coração na bôca passou o resto da semana a imaginar o porco no espeto
assim a assar em cima das brasas, devagarinho...
o melhor veio uns dias depois
o chefe da divisão de pessoal apanhou o zé manel a jeito, na cantina
puxou-o a uma mesa mais reservada e pôz-se a dançar o raspa
"como se sente?" cantava ele, "o que achou do processo de selecção?"
isto entre parvoíces, como tirar a comida das gengivas com os dedos e coçar partes podendas enquanto comia umas cerejas e abanava a anca ao som de "Ó raspa, raspa, raspa..."
depois explicou ao zé manel que hoje em dia "o que interessa é fazer barulho e entrar na dança. o que se diz não costuma fazer sentido mas quem berra mais alto é que se faz ouvir"!!!
a cereja no topo deste bolo foi terminar o almoço com um hi5 ridículo e atrapalhado
e lá foi ele em estilo "dancing queen" de volta à sua TC na divisão de pessoal
o zé manel não sabe o que pensar disto tudo, olha pela janela e vê um dia de sol fenomenal, não dá troco a ninguém, pega nas coisas e deixa a fábrica a seguir ao almoço a cantar "...qu' esta vida é uma festa!"
nota: esta narrativa é uma ficção pura, qualquer semelhança com a realidade é ocasional coincidência
um dia, ia a caminho do seu bife com batatas fritas e leu, no placard à entrada do refeitório um anúncio: "concurso para o lugar de xico esperto, na secção de contactos externos'
durante o bife e principalmente durante as batatas fritas, pensou que isso seria uma boa oportunidade de alargar a sua experiência profissional e aprender outra dança
os 'xicos espertos' iam às lojas entregar as encomendas das garrafas (já tapadas com as rolhas!)
iria conhecer o destino das rolhas que lhe passavam na frente todos os dias.
e com os 'lojeiros' deveria ser outra cantiga, pensava ele
escreveu três pautas sobre o que o motivava nessa função e uns dias depois,
ao som do vira marcaram-lhe uma entrevista
foi uma dança estranha, com o director de fábrica e o chefe de linha, isto se é possível dançar as cantigas que costumam ir ao festival da eurovisão
a letra da música dizia: "mostre-me lá como é a sua paixão pelos clientes e o que espera desta função" e terminou com "não preciso de mais nada, pois já sei como você é e já aqui tinha quase tudo"
preconceitos à parte, o zé manel conseguiu meter os pés pelos cotovelos e as mãos pelas orelhas
o seu director de fábrica rematou um "O que eu preciso é um 'mangas superesperto'", que são aqueles que vendem as rolhas país fora ao sol e à chuva.
mas isso em vez de acordar o zé manel, atrapalhou-o ainda mais
ele tinha treinado muito bem a salsa latina e ali a música era mais "já fui ao brasil, praia e macau..."
uma semana depois, 18:30 de sexta feira ligam da divisão de pessoal a informar o zé manel que não ia passar à fase seguinte e que ainda ia ter um passito de dança com fios de beck
fim de semana estragado!
apesar dos bailaricos que já estavam marcados para esse fim de semana, passou muito tempo a pensar e a bater o pé ao ritmo da música "saca o saca-rolhas, saca o garrafão..."
aquela cantiga do "... já fui um conquistadoooor!" não lhe saía da cabeça...
na semana seguinte houve uma sessão de feedback da entrevista.
até certa altura as coisas faziam sentido...
de repente o director de fábrica desaperta a camisa até ao umbigo e salta para cima da mesa e dança estilo 'tony manero'
o zé manel conseguiu conter o vómito durante uns dolorosos dez minutos de circo
o dançarino sai-se a cantar: "eu acho que tem de perceber que nunca vai conseguir ser um 'xico esperto'"!!!
(pirueta!) "por mais que se esforce nunca vai conseguir mudar"!!!
(pino) "fiquei muito surpreendido quando mudou para a função de 'formiguinha' mas agora não acho que vá a lado algum"!!!
nesse momento, na cabeça do zé manel só pairava uma frase de um grande amigo seu: "home pequenino, ou aldrabão ou dançarino" enquanto os seus olhos ficavam esbugalhados e a boca escancarada.
era uma boa altura para sair o vómito... mas não saíu.
o zé manel, com as tripas a sair pelas orelhas e o coração na bôca passou o resto da semana a imaginar o porco no espeto
assim a assar em cima das brasas, devagarinho...
o melhor veio uns dias depois
o chefe da divisão de pessoal apanhou o zé manel a jeito, na cantina
puxou-o a uma mesa mais reservada e pôz-se a dançar o raspa
"como se sente?" cantava ele, "o que achou do processo de selecção?"
isto entre parvoíces, como tirar a comida das gengivas com os dedos e coçar partes podendas enquanto comia umas cerejas e abanava a anca ao som de "Ó raspa, raspa, raspa..."
depois explicou ao zé manel que hoje em dia "o que interessa é fazer barulho e entrar na dança. o que se diz não costuma fazer sentido mas quem berra mais alto é que se faz ouvir"!!!
a cereja no topo deste bolo foi terminar o almoço com um hi5 ridículo e atrapalhado
e lá foi ele em estilo "dancing queen" de volta à sua TC na divisão de pessoal
o zé manel não sabe o que pensar disto tudo, olha pela janela e vê um dia de sol fenomenal, não dá troco a ninguém, pega nas coisas e deixa a fábrica a seguir ao almoço a cantar "...qu' esta vida é uma festa!"
nota: esta narrativa é uma ficção pura, qualquer semelhança com a realidade é ocasional coincidência
segunda-feira, 24 de maio de 2010
um bom momento
no final do jantar, alguém que esteve todo o tempo calmo levantou-se e foi à casa de banho
à saída, o empregado do restaurante diz:
"então você foi à casa de banho das Senhoras?" a reposta foi pronta:
"aquilo não é um S de Senhores?"
"Não... é mesmo a casa de banho das Senhoras!"
"Pois olhe que não vi lá nenhuma!"
à saída, o empregado do restaurante diz:
"então você foi à casa de banho das Senhoras?" a reposta foi pronta:
"aquilo não é um S de Senhores?"
"Não... é mesmo a casa de banho das Senhoras!"
"Pois olhe que não vi lá nenhuma!"
bom fim de semana!
quando eu era pequenito ia com os meus pais de visita aos avós
eram umas viagens catitas de 3 horas e 150 km na nacional 1 com uns vomitados e umas tareias pelo caminho
era comer de sol a sol e até cair: havia de tudo bifes com massa bacalhau com batatas fritas e molho branco cozido migas com arrabaças e sardinhas e bacalhau na brasa e pudim e gelatina e bolo e chocolates e bananas
fosse por um mês uma semana ou só um fim de semana o carro vinha sempre cheio!
de batatas couves cenouras alface favas ervilhas morangos da horta e mais peras maçãs figos uvas tangerinas e pêssegos
galinhas patos frangos coelhos e ovos da capoeira
uns garrafões de vinho lá das uvas do avô e vinagre e azeite das oliveiras à volta
bolos de erva doce da dona elisabete
seis garrafões de água da fonte do pinhal no meio dos nossos pés
pão e broa da ti mariquita
tres ou quatro refeições um ou dois pudins feitos pela avó mais umas bananas que estão tão magrinhos coitadinhos
no colo ainda se conseguia encaixar umas calças e duas camisolas novas aos losangulos que a tia felisberta tinha oferecido
na mão vinha uma gaiola com um grilo que ás vezes até cantava na viagem
este fim de semana a viagem foi a mesma
a pança sempre cheia de caldeirada de cabrito e bacalhau à brás gelatina e pudim com palito la reine
duração uma hora e vinte e cinco minutos
trouxe vinho morcelas pão broa bifes costoletas lombo rosbife pernil salsichas meio cabrito azeite bolachas cerveja batatas
o carro não vinha cheio mas a nostalgia sabe tão bem
beijinhos avó, obrigado!
eram umas viagens catitas de 3 horas e 150 km na nacional 1 com uns vomitados e umas tareias pelo caminho
era comer de sol a sol e até cair: havia de tudo bifes com massa bacalhau com batatas fritas e molho branco cozido migas com arrabaças e sardinhas e bacalhau na brasa e pudim e gelatina e bolo e chocolates e bananas
fosse por um mês uma semana ou só um fim de semana o carro vinha sempre cheio!
de batatas couves cenouras alface favas ervilhas morangos da horta e mais peras maçãs figos uvas tangerinas e pêssegos
galinhas patos frangos coelhos e ovos da capoeira
uns garrafões de vinho lá das uvas do avô e vinagre e azeite das oliveiras à volta
bolos de erva doce da dona elisabete
seis garrafões de água da fonte do pinhal no meio dos nossos pés
pão e broa da ti mariquita
tres ou quatro refeições um ou dois pudins feitos pela avó mais umas bananas que estão tão magrinhos coitadinhos
no colo ainda se conseguia encaixar umas calças e duas camisolas novas aos losangulos que a tia felisberta tinha oferecido
na mão vinha uma gaiola com um grilo que ás vezes até cantava na viagem
este fim de semana a viagem foi a mesma
a pança sempre cheia de caldeirada de cabrito e bacalhau à brás gelatina e pudim com palito la reine
duração uma hora e vinte e cinco minutos
trouxe vinho morcelas pão broa bifes costoletas lombo rosbife pernil salsichas meio cabrito azeite bolachas cerveja batatas
o carro não vinha cheio mas a nostalgia sabe tão bem
beijinhos avó, obrigado!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
e o teu?
Um elefante vê uma cobra pela primeira vez.
Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!
É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de tomates, ponho ovos.
Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!
Não preciso! Abro a boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ahhh... Ok! Ok! Mas então, resumindo... rastejas, não tens tomates e só
tens garganta...
És Director de quê ??????!!!
Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples - responde a cobra - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah... E como é que fazes para te reproduzires? Não tens tomates!
É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de tomates, ponho ovos.
Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!
Não preciso! Abro a boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ahhh... Ok! Ok! Mas então, resumindo... rastejas, não tens tomates e só
tens garganta...
És Director de quê ??????!!!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
racer de alvalade
chamam-me acelera, racer de alvalade, filho deste e daquele, um perigo na estrada, bode velho, inconsciente, urso, e muitas outras coisas quando ando de carro
a verdade é que conduzo conforme o estado de espírito
desde extremamente lento e a fazer filas de 15 carros, como aconteceu na ilha da madeira, até completamente desvairado e a fazer disparates, como aconteceu uma vez que foi preciso subir e descer um passeio para partir o carro todo...
o r. e o p. já o sentiram na pele, quando regressava-mos de odeseixe nem conseguiram pestanejar, apesar da anestesia desse fim de semana
a pingo diz "o carro papá bai acorrêre" ou então "o carro papá bai vagaínho"
outros dizem "travões?... ná, ele não precisa!"
não sou um exemplo na matéria mas é interessante observar os perfis dos condutores que conheço
o j. diz que anda sempre tranquilo mas não consigo referir nenhuma boleia que ele me tenha dado
a f. e a a. conduzem devagarinho e com muito cuidado, quase paradas porque assim perdem-se menos, a f. diz mais asneiras
o rfive do r. ficava mais acelerado depois das 3 da manhã até uma noite encontrar a besta do táxi
o m. até se assusta com as moscas dentro do carro
a c. conduz à homem, com o acelerador sempre a mais de meio gás e quem se meter à frente leva logo uma flashada de máximos, mesmo dentro da cidade
o p. usa o carro como se fosse um tanque da guerra ou uma caçarola, por cima de toda a folha e "aqui vai alho!"
o a. era um artista do 'cheira cús' na autoestrada, mas agora é mais: com calma "havemos de lá chegar"
estes eu conheço
um dia destes um outro senhor berrou-me "olhá faixa! olhá faixa!" parecia que eu o conhecia de um lado qualquer
anyway, passam-se muitas horas na viatura e isso faz parte da nossa vida
a maneira como nos comportamos diz muito sobre nós
eu devo ser bipolar, pela minha inconstância ao volante mas tenho sempre algo presente, algo que nos fica na cabeça quando fazemos os primeiros Kms com o progenitor aos berros ao lado
"defende sempre a tua posição e safa-te da confusão! mais vale esperar mais três segundos que levar com um 'gaijo' em cima"
já estou habilitado desde 1994 e custa-me que os srs agentes continuem a rir-se daquela minha foto imberbe e horrível até 2040
a verdade é que conduzo conforme o estado de espírito
desde extremamente lento e a fazer filas de 15 carros, como aconteceu na ilha da madeira, até completamente desvairado e a fazer disparates, como aconteceu uma vez que foi preciso subir e descer um passeio para partir o carro todo...
o r. e o p. já o sentiram na pele, quando regressava-mos de odeseixe nem conseguiram pestanejar, apesar da anestesia desse fim de semana
a pingo diz "o carro papá bai acorrêre" ou então "o carro papá bai vagaínho"
outros dizem "travões?... ná, ele não precisa!"
não sou um exemplo na matéria mas é interessante observar os perfis dos condutores que conheço
o j. diz que anda sempre tranquilo mas não consigo referir nenhuma boleia que ele me tenha dado
a f. e a a. conduzem devagarinho e com muito cuidado, quase paradas porque assim perdem-se menos, a f. diz mais asneiras
o rfive do r. ficava mais acelerado depois das 3 da manhã até uma noite encontrar a besta do táxi
o m. até se assusta com as moscas dentro do carro
a c. conduz à homem, com o acelerador sempre a mais de meio gás e quem se meter à frente leva logo uma flashada de máximos, mesmo dentro da cidade
o p. usa o carro como se fosse um tanque da guerra ou uma caçarola, por cima de toda a folha e "aqui vai alho!"
o a. era um artista do 'cheira cús' na autoestrada, mas agora é mais: com calma "havemos de lá chegar"
estes eu conheço
um dia destes um outro senhor berrou-me "olhá faixa! olhá faixa!" parecia que eu o conhecia de um lado qualquer
anyway, passam-se muitas horas na viatura e isso faz parte da nossa vida
a maneira como nos comportamos diz muito sobre nós
eu devo ser bipolar, pela minha inconstância ao volante mas tenho sempre algo presente, algo que nos fica na cabeça quando fazemos os primeiros Kms com o progenitor aos berros ao lado
"defende sempre a tua posição e safa-te da confusão! mais vale esperar mais três segundos que levar com um 'gaijo' em cima"
já estou habilitado desde 1994 e custa-me que os srs agentes continuem a rir-se daquela minha foto imberbe e horrível até 2040
segunda-feira, 12 de abril de 2010
abertura
é segunda feira e o fim de semana foi bom. começo o blogue com os primeiros dias quentes e já me cheira a férias. há coisas que não quero esquecer:
o quarto elemento é um rapaz,
o escorrega saiu para o jardim,
tinha aranhas e bichos-de-conta,
cheira a flor de laranjeira,
está quentinho,
a praia depois das 17:30 está mais vazia,
as pázadas de areia nas costas e na cabeça,
iogurte com areia,
bolacha maria com areia,
a areia no rabo,
os pés no oceano atlântico,
lambujinhas a saltar da areia,
o sabor a sal da maresia,
os caracóis e imperiais ao fim do dia,
os primeiros caracóis do ano,
a fila na ponte,
os pés cheios de areia,
as meias cheias de areia,
as sapatilhas cheias de areia,
o carro cheio de areia,
os caracóis estavam mesmo bons,
papá acóda!,
a cama cheia de areia,
a casinha saíu para o jardim,
a rede também,
1-2-3 escorrega!,
a bicla do nodi ja sobe e desce o quintal,
o primo que só tem 4 dias de vida,
o cruassan que afinal passou a ser uma torrada,
os beijinhos,
o porco toneladas,
o pijama do gato e as pantufas do rato,
quando estão candados da água vão saí,
xixi, dentes, história, chucha e soninho...
beijinho
uf! ainda me cheira a flor de laranjeira e já aqui estou a trabalhar
o quarto elemento é um rapaz,
o escorrega saiu para o jardim,
tinha aranhas e bichos-de-conta,
cheira a flor de laranjeira,
está quentinho,
a praia depois das 17:30 está mais vazia,
as pázadas de areia nas costas e na cabeça,
iogurte com areia,
bolacha maria com areia,
a areia no rabo,
os pés no oceano atlântico,
lambujinhas a saltar da areia,
o sabor a sal da maresia,
os caracóis e imperiais ao fim do dia,
os primeiros caracóis do ano,
a fila na ponte,
os pés cheios de areia,
as meias cheias de areia,
as sapatilhas cheias de areia,
o carro cheio de areia,
os caracóis estavam mesmo bons,
papá acóda!,
a cama cheia de areia,
a casinha saíu para o jardim,
a rede também,
1-2-3 escorrega!,
a bicla do nodi ja sobe e desce o quintal,
o primo que só tem 4 dias de vida,
o cruassan que afinal passou a ser uma torrada,
os beijinhos,
o porco toneladas,
o pijama do gato e as pantufas do rato,
quando estão candados da água vão saí,
xixi, dentes, história, chucha e soninho...
beijinho
uf! ainda me cheira a flor de laranjeira e já aqui estou a trabalhar
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