imagine-se no país das maravilhas
a rainha de copas, baixinha, decide mudar as tropas
agarra no seu excelente sargento mais bera, um duque de copas formidável e patológico, e promove-o a capitão
isto por quatro meses
sendo um duque a borrada é certa, mas é uma maravilha
depois agarra num excelente valete, daqueles que se acha uma dama maravilhosa, e promove-o a rei
um rei com pancada, uma pancada forte, com pautações esquizofrénicas: maravilha!
ainda, agarra numa excelente dama rija como um corno e mete-a à frente das cartas de paus, que até estavam a portar-se bem
... vai ser uma maravilha!
o 7 e o excelente nobre 8 de copas estavam a funcionar bem, mas o 8 tinha de ir buscar o santinho do 5 de copas
o 7 já não estava muito seguro e agora acha que o reinado é uma maravilha.
só o rei de ouros teve uma boa saída, agora vai ser uma maravilha trabalhar com as espadas
há uns excelentes doutores valetes que vão ter de gerir uns excelentes dois 10 xicos-espertos e não têm vontade nenhuma
maravilha!
A única sortuda é a Alice Maravilha, que encontrou o frasquinho de la pocion e a porta de saída,
essa não é excelente mas deixa saudade e amizade
e lá vai ela, com o vento, obrigado pela aventura!
agora o castelo está mais alto e menos rígido
esperemos não soprar nenhuma brisa
maravilha... maravilha...!
ainda sobraram umas cartas, mas a pequena rainha nem se lembrou delas...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Música do dia!
Grita contigo
Ter medo nunca foi solução
Amedrontado
Qualquer dia até lavas o chão
Se ficas parado
Aparece o padre a dar sermão
E eu não estou pra isso
Tremes por dentro
Fazes tudo o que ele quer
Não tens direitos
Só apenas deveres
Mas dás a graxa
É aquilo que te dá prazer
E eu não gosto disso
Tens medo do chefe........LAMBE BOTAS!
Dias cinzentos
São demais
Não vou falar
Eu não vou sentir
É sempre a história
Do agradar
Não vou falar
Mas não vou fingir
E quando o tempo passa
Mais te afundas na desgraça
Eu vou querer tudo pra... mim
Pra mim
Eu sou assim
Não engulo nada que tenha a dizer
Diferente de ti
Sinto a diferença na mente
É puro prazer
Remoer pra quê?
Tens que te fazer ouvir
E não digas que sim
Revolta outra vez..
Porque eu sou assim
de Tara Perdida
Ter medo nunca foi solução
Amedrontado
Qualquer dia até lavas o chão
Se ficas parado
Aparece o padre a dar sermão
E eu não estou pra isso
Tremes por dentro
Fazes tudo o que ele quer
Não tens direitos
Só apenas deveres
Mas dás a graxa
É aquilo que te dá prazer
E eu não gosto disso
Tens medo do chefe........LAMBE BOTAS!
Dias cinzentos
São demais
Não vou falar
Eu não vou sentir
É sempre a história
Do agradar
Não vou falar
Mas não vou fingir
E quando o tempo passa
Mais te afundas na desgraça
Eu vou querer tudo pra... mim
Pra mim
Eu sou assim
Não engulo nada que tenha a dizer
Diferente de ti
Sinto a diferença na mente
É puro prazer
Remoer pra quê?
Tens que te fazer ouvir
E não digas que sim
Revolta outra vez..
Porque eu sou assim
de Tara Perdida
sexta-feira, 23 de julho de 2010
pôe o pé em cima e vê se aguenta o peso
bicho baixinho e rastejante
castanho amarelado e punjente de nojo
normalmente vive no esgoto e come as m***** que para lá mandamos
sendo um bicho africano gosta de calor e humidade
por isso é muito raro assombrar a nossa casa
se chover muito o bicho sobe
e aparece na nossa cozinha ou casa de banho
outras vezes fazem obras ali perto
ou os senhores da camara pôem veneno
é a fuga é cano acima
felizmente não se instala na nossa casa
aparece é de noite e surpreende com o seu tamanho e rapidez
fazem-me nojo e nunca sei como os apanhar
ehhww!
um destes dias, de frasco de café em riste tentei apanhar um
cozinha fora, aos pulos e a voar a coisa estava difícil
saltou para o chão e a corrida continuou
de repente, no meio dos arrepios de nojo
sou atingido por um raio de lucidez e uso o pé esquerdo
(que estava mesmo à mão)
POFF...
líquidos vários espalhados pelo chão
patas e antenas a tremer, era uma vez uma barata
nunca pensei que me custasse tanto liquidar um insecto
quanto mais limpar a porcaria
ainda há uns toscos que fazem umas cantigas:
"... uma chicotada na barata dela..."
credo! que asco!
castanho amarelado e punjente de nojo
normalmente vive no esgoto e come as m***** que para lá mandamos
sendo um bicho africano gosta de calor e humidade
por isso é muito raro assombrar a nossa casa
se chover muito o bicho sobe
e aparece na nossa cozinha ou casa de banho
outras vezes fazem obras ali perto
ou os senhores da camara pôem veneno
é a fuga é cano acima
felizmente não se instala na nossa casa
aparece é de noite e surpreende com o seu tamanho e rapidez
fazem-me nojo e nunca sei como os apanhar
ehhww!
um destes dias, de frasco de café em riste tentei apanhar um
cozinha fora, aos pulos e a voar a coisa estava difícil
saltou para o chão e a corrida continuou
de repente, no meio dos arrepios de nojo
sou atingido por um raio de lucidez e uso o pé esquerdo
(que estava mesmo à mão)
POFF...
líquidos vários espalhados pelo chão
patas e antenas a tremer, era uma vez uma barata
nunca pensei que me custasse tanto liquidar um insecto
quanto mais limpar a porcaria
ainda há uns toscos que fazem umas cantigas:
"... uma chicotada na barata dela..."
credo! que asco!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
à escala do planeta
quando se trabalha numa multinacional, contactamos com diferentes pessoas, com hábitos e culturas diferentes
em Gotebörg, na hora de almoço começamos a sair todos para a cantina lá do sítio e reparo que há uma colega que fica sentada
esta colega tinha vindo da Indonésia para a reunião e tinha um nome curioso: Amália Amália
sim, apelido e primeiro nome iguais e ambos muito queridos ao nosso país
fiquei curioso
dirigi-me a ela e perguntei se não queria vir almoçar com o resto dos colegas; ao que ela responde com um sorriso "I am muslim, I can't eat before the sunset"
(de facto era óbvio, pois ela era a única mulher na sala com um véu na cabeça)
quis ser simpático: "não queres vir e ficas a conversar connosco?"
meti a pata na poça, pois ela respondeu "please, no..."
urso!
o choque (intercultural) é raro e as coisas tornam-se muito divertidas a maior parte das vezes
ontem mudei a foto do meu desktop
foi tirada em Stockholm, em Janeiro de 2005 e tem 13 caras sorridentes e bem dispostas numa discoteca Sueca
numa simples foto viaja-se mundo fora, desde os descontraídos de Portugal até aos caladinhos da China,
os gozões e o noivo que vieram do Brasil, a simpática da Malásia, o pachola do México, a silenciosa da Coreia, a dançarina do chá mate que vinha da Argentina e a acelerada de Singapura
quantos milhares de quilómetros estarão representados nesta foto?
é um conforto estranho, este que se sente quando fazemos amizades que duram dois ou três dias com pessoas que nunca tínhamos visto e que provavelmente não vamos voltar a ver
todos dão o seu melhor ainda que seja uma convivência efémera
...é uma pena que não sejamos todos sempre assim
em Gotebörg, na hora de almoço começamos a sair todos para a cantina lá do sítio e reparo que há uma colega que fica sentada
esta colega tinha vindo da Indonésia para a reunião e tinha um nome curioso: Amália Amália
sim, apelido e primeiro nome iguais e ambos muito queridos ao nosso país
fiquei curioso
dirigi-me a ela e perguntei se não queria vir almoçar com o resto dos colegas; ao que ela responde com um sorriso "I am muslim, I can't eat before the sunset"
(de facto era óbvio, pois ela era a única mulher na sala com um véu na cabeça)
quis ser simpático: "não queres vir e ficas a conversar connosco?"
meti a pata na poça, pois ela respondeu "please, no..."
urso!
o choque (intercultural) é raro e as coisas tornam-se muito divertidas a maior parte das vezes
ontem mudei a foto do meu desktop
foi tirada em Stockholm, em Janeiro de 2005 e tem 13 caras sorridentes e bem dispostas numa discoteca Sueca
numa simples foto viaja-se mundo fora, desde os descontraídos de Portugal até aos caladinhos da China,
os gozões e o noivo que vieram do Brasil, a simpática da Malásia, o pachola do México, a silenciosa da Coreia, a dançarina do chá mate que vinha da Argentina e a acelerada de Singapura
quantos milhares de quilómetros estarão representados nesta foto?
é um conforto estranho, este que se sente quando fazemos amizades que duram dois ou três dias com pessoas que nunca tínhamos visto e que provavelmente não vamos voltar a ver
todos dão o seu melhor ainda que seja uma convivência efémera
...é uma pena que não sejamos todos sempre assim
segunda-feira, 5 de julho de 2010
historieta com fel
A toupeira tinha o seu buraquito por baixo de uma macieira.
Todos os dias à mesma hora, paravam duas cotoviazinhas num ramo mesmo por cima da casa da toupeira e ficavam por ali uma hora, sempre a falar da mesma coisa. "Ai o meu Manelinho come sempre uma bolachinha depois da refeição."
"Sempre?"; "Sim"; "Então e se ele não quiser?"; "Ai, come na mesma, que o meu Manelinho come sempre seis bolachas por dia."
"E porque não lhe dás uns gressinos?"; "Ai não pode ser..."
e por aí fora!
Certo dia, a toupeira, que já andava a aguentar isto há uns meses e ainda por cima ficava com o quintal cheio de cocózitos, veio cá fora e gritou:
"P*RR*! Vão lá C*G*R para outro galho!
Já não posso com o C*R*LH* da conversa das bolachinhas!!!!"
Todos os dias à mesma hora, paravam duas cotoviazinhas num ramo mesmo por cima da casa da toupeira e ficavam por ali uma hora, sempre a falar da mesma coisa. "Ai o meu Manelinho come sempre uma bolachinha depois da refeição."
"Sempre?"; "Sim"; "Então e se ele não quiser?"; "Ai, come na mesma, que o meu Manelinho come sempre seis bolachas por dia."
"E porque não lhe dás uns gressinos?"; "Ai não pode ser..."
e por aí fora!
Certo dia, a toupeira, que já andava a aguentar isto há uns meses e ainda por cima ficava com o quintal cheio de cocózitos, veio cá fora e gritou:
"P*RR*! Vão lá C*G*R para outro galho!
Já não posso com o C*R*LH* da conversa das bolachinhas!!!!"
quarta-feira, 9 de junho de 2010
musical
o zé manel trabalha numa fábrica de rolhas, é um 'observador formiguinha' na unidade de qualidade. todos os dias confirma se as rolhas encaixam bem nos gargalos um a seguir ao outro enquanto bate o pé ao ritmo da música "saca o saca-rolhas, saca o garrafão..."
um dia, ia a caminho do seu bife com batatas fritas e leu, no placard à entrada do refeitório um anúncio: "concurso para o lugar de xico esperto, na secção de contactos externos'
durante o bife e principalmente durante as batatas fritas, pensou que isso seria uma boa oportunidade de alargar a sua experiência profissional e aprender outra dança
os 'xicos espertos' iam às lojas entregar as encomendas das garrafas (já tapadas com as rolhas!)
iria conhecer o destino das rolhas que lhe passavam na frente todos os dias.
e com os 'lojeiros' deveria ser outra cantiga, pensava ele
escreveu três pautas sobre o que o motivava nessa função e uns dias depois,
ao som do vira marcaram-lhe uma entrevista
foi uma dança estranha, com o director de fábrica e o chefe de linha, isto se é possível dançar as cantigas que costumam ir ao festival da eurovisão
a letra da música dizia: "mostre-me lá como é a sua paixão pelos clientes e o que espera desta função" e terminou com "não preciso de mais nada, pois já sei como você é e já aqui tinha quase tudo"
preconceitos à parte, o zé manel conseguiu meter os pés pelos cotovelos e as mãos pelas orelhas
o seu director de fábrica rematou um "O que eu preciso é um 'mangas superesperto'", que são aqueles que vendem as rolhas país fora ao sol e à chuva.
mas isso em vez de acordar o zé manel, atrapalhou-o ainda mais
ele tinha treinado muito bem a salsa latina e ali a música era mais "já fui ao brasil, praia e macau..."
uma semana depois, 18:30 de sexta feira ligam da divisão de pessoal a informar o zé manel que não ia passar à fase seguinte e que ainda ia ter um passito de dança com fios de beck
fim de semana estragado!
apesar dos bailaricos que já estavam marcados para esse fim de semana, passou muito tempo a pensar e a bater o pé ao ritmo da música "saca o saca-rolhas, saca o garrafão..."
aquela cantiga do "... já fui um conquistadoooor!" não lhe saía da cabeça...
na semana seguinte houve uma sessão de feedback da entrevista.
até certa altura as coisas faziam sentido...
de repente o director de fábrica desaperta a camisa até ao umbigo e salta para cima da mesa e dança estilo 'tony manero'
o zé manel conseguiu conter o vómito durante uns dolorosos dez minutos de circo
o dançarino sai-se a cantar: "eu acho que tem de perceber que nunca vai conseguir ser um 'xico esperto'"!!!
(pirueta!) "por mais que se esforce nunca vai conseguir mudar"!!!
(pino) "fiquei muito surpreendido quando mudou para a função de 'formiguinha' mas agora não acho que vá a lado algum"!!!
nesse momento, na cabeça do zé manel só pairava uma frase de um grande amigo seu: "home pequenino, ou aldrabão ou dançarino" enquanto os seus olhos ficavam esbugalhados e a boca escancarada.
era uma boa altura para sair o vómito... mas não saíu.
o zé manel, com as tripas a sair pelas orelhas e o coração na bôca passou o resto da semana a imaginar o porco no espeto
assim a assar em cima das brasas, devagarinho...
o melhor veio uns dias depois
o chefe da divisão de pessoal apanhou o zé manel a jeito, na cantina
puxou-o a uma mesa mais reservada e pôz-se a dançar o raspa
"como se sente?" cantava ele, "o que achou do processo de selecção?"
isto entre parvoíces, como tirar a comida das gengivas com os dedos e coçar partes podendas enquanto comia umas cerejas e abanava a anca ao som de "Ó raspa, raspa, raspa..."
depois explicou ao zé manel que hoje em dia "o que interessa é fazer barulho e entrar na dança. o que se diz não costuma fazer sentido mas quem berra mais alto é que se faz ouvir"!!!
a cereja no topo deste bolo foi terminar o almoço com um hi5 ridículo e atrapalhado
e lá foi ele em estilo "dancing queen" de volta à sua TC na divisão de pessoal
o zé manel não sabe o que pensar disto tudo, olha pela janela e vê um dia de sol fenomenal, não dá troco a ninguém, pega nas coisas e deixa a fábrica a seguir ao almoço a cantar "...qu' esta vida é uma festa!"
nota: esta narrativa é uma ficção pura, qualquer semelhança com a realidade é ocasional coincidência
um dia, ia a caminho do seu bife com batatas fritas e leu, no placard à entrada do refeitório um anúncio: "concurso para o lugar de xico esperto, na secção de contactos externos'
durante o bife e principalmente durante as batatas fritas, pensou que isso seria uma boa oportunidade de alargar a sua experiência profissional e aprender outra dança
os 'xicos espertos' iam às lojas entregar as encomendas das garrafas (já tapadas com as rolhas!)
iria conhecer o destino das rolhas que lhe passavam na frente todos os dias.
e com os 'lojeiros' deveria ser outra cantiga, pensava ele
escreveu três pautas sobre o que o motivava nessa função e uns dias depois,
ao som do vira marcaram-lhe uma entrevista
foi uma dança estranha, com o director de fábrica e o chefe de linha, isto se é possível dançar as cantigas que costumam ir ao festival da eurovisão
a letra da música dizia: "mostre-me lá como é a sua paixão pelos clientes e o que espera desta função" e terminou com "não preciso de mais nada, pois já sei como você é e já aqui tinha quase tudo"
preconceitos à parte, o zé manel conseguiu meter os pés pelos cotovelos e as mãos pelas orelhas
o seu director de fábrica rematou um "O que eu preciso é um 'mangas superesperto'", que são aqueles que vendem as rolhas país fora ao sol e à chuva.
mas isso em vez de acordar o zé manel, atrapalhou-o ainda mais
ele tinha treinado muito bem a salsa latina e ali a música era mais "já fui ao brasil, praia e macau..."
uma semana depois, 18:30 de sexta feira ligam da divisão de pessoal a informar o zé manel que não ia passar à fase seguinte e que ainda ia ter um passito de dança com fios de beck
fim de semana estragado!
apesar dos bailaricos que já estavam marcados para esse fim de semana, passou muito tempo a pensar e a bater o pé ao ritmo da música "saca o saca-rolhas, saca o garrafão..."
aquela cantiga do "... já fui um conquistadoooor!" não lhe saía da cabeça...
na semana seguinte houve uma sessão de feedback da entrevista.
até certa altura as coisas faziam sentido...
de repente o director de fábrica desaperta a camisa até ao umbigo e salta para cima da mesa e dança estilo 'tony manero'
o zé manel conseguiu conter o vómito durante uns dolorosos dez minutos de circo
o dançarino sai-se a cantar: "eu acho que tem de perceber que nunca vai conseguir ser um 'xico esperto'"!!!
(pirueta!) "por mais que se esforce nunca vai conseguir mudar"!!!
(pino) "fiquei muito surpreendido quando mudou para a função de 'formiguinha' mas agora não acho que vá a lado algum"!!!
nesse momento, na cabeça do zé manel só pairava uma frase de um grande amigo seu: "home pequenino, ou aldrabão ou dançarino" enquanto os seus olhos ficavam esbugalhados e a boca escancarada.
era uma boa altura para sair o vómito... mas não saíu.
o zé manel, com as tripas a sair pelas orelhas e o coração na bôca passou o resto da semana a imaginar o porco no espeto
assim a assar em cima das brasas, devagarinho...
o melhor veio uns dias depois
o chefe da divisão de pessoal apanhou o zé manel a jeito, na cantina
puxou-o a uma mesa mais reservada e pôz-se a dançar o raspa
"como se sente?" cantava ele, "o que achou do processo de selecção?"
isto entre parvoíces, como tirar a comida das gengivas com os dedos e coçar partes podendas enquanto comia umas cerejas e abanava a anca ao som de "Ó raspa, raspa, raspa..."
depois explicou ao zé manel que hoje em dia "o que interessa é fazer barulho e entrar na dança. o que se diz não costuma fazer sentido mas quem berra mais alto é que se faz ouvir"!!!
a cereja no topo deste bolo foi terminar o almoço com um hi5 ridículo e atrapalhado
e lá foi ele em estilo "dancing queen" de volta à sua TC na divisão de pessoal
o zé manel não sabe o que pensar disto tudo, olha pela janela e vê um dia de sol fenomenal, não dá troco a ninguém, pega nas coisas e deixa a fábrica a seguir ao almoço a cantar "...qu' esta vida é uma festa!"
nota: esta narrativa é uma ficção pura, qualquer semelhança com a realidade é ocasional coincidência
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